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A trasformação no conceito de família

Posted by outraproposta em 29 julho, 2007

Sérgio Barzaghi

DO G1 | Casal gay consegue paternidade de criança no interior de São Paulo: Nome de casal de cabeleireiros de Catanduva (SP) constará na certidão de sua filha adotiva.

resumo de artigo DO DOUTRINA JUS NAVIGANDI |
A família em transformação
Jane Justina Maschio*

Até muito recentemente, a família era entendida como a união, por meio do casamento, de homem e mulher, com o objetivo de constituir uma prole e educar os filhos. Mas não foram apenas essas mudanças em nível constitucional que marcaram a última década. No plano social, o tamanho das famílias e sua composição também vêm sofrendo um rápido processo de transformação.

Com a industrialização dos grandes centros urbanos, há a explosão do êxodo rural. As famílias antes numerosas, agora vivendo nas cidades, em pequenos espaços, começaram a diminuir de tamanho. Além disso, em decorrência dos problemas sociais, do desemprego, da violência urbana, da falta de segurança, grande é o número de pessoas que não constituiu família própria, nos moldes tradicionais. Essas pessoas vivem sozinhas, ou com parentes, com amigos, companheiros, etc. “…. o modelo de família constituído por um homem e uma mulher, casados civil e religiosamente, eleitos reciprocamente como parceiros eternos e exclusivos a partir de um ideário de amor romântico, que coabitam numa mesma unidade doméstica e que se reproduzem biologicamente com vistas à perpetuação da espécie, ao engrandecimento da pátria e à promoção da felicidade pessoal dos pais não esgota o entendimento do que seja uma família.

Algumas pessoas se encontram, se gostam, se curtem por alguém tempo, mas cada qual vive em sua própria casa, em seu próprio espaço. O objetivo dessa união não é mais a geração de filhos, mas o amor, o afeto, o prazer sexual. Se biologicamente é impossível duas pessoas do mesmo sexo gerarem filhos, agora, como o novo paradigma para a formação da família – o amor, em vez da prole – os “casais” não necessariamente precisam ser formados por pessoas de sexo diferentes.

 “O triângulo pai-mãe-filhos muda de conformação”. A partir dos anos 90, especialmente pela luta dos movimentos sociais, as unidades familiares apresentam as mais variadas formas possíveis. Muito comum são as famílias monoparentais, formadas por um dos pais e seus filhos – biológicos ou adotivos. Proliferam, de igual sorte, as famílias formadas por homossexuais, homens ou mulheres, as famílias formadas por irmãos, por avós e netos, tios e sobrinhos, primos, etc.

*pós-graduanda em Direito pelo Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina (CESUSC) 

Número de casais que querem adotar supera o de crianças

clippagem DO TERRA

Um levantamento junto às Varas de Infância e Juventude do País apontou que o número de pessoas na fila de espera para a adoção de crianças é maior do que o número de crianças aguardando uma família. De acordo com o Fantástico, só na cidade de São Paulo, há 888 crianças para adoção e 7.480 famílias interessadas. Já no Rio Grande do Sul, onde há 506 crianças para serem adotadas e mais de 3 mil pessoas.

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o motivo de tantas crianças ainda estarem sem uma família são as exigências feitas por quem quer adotar. Muitas famílias procuram apenas meninas brancas e de até dois anos de idade. De acordo com o Ipea, o perfil das crianças que esperam pela adoção no Brasil é de mais de 60% com origem afro-brasileira, entre 7 e 15 anos e a maior parte são meninos.  Já no Rio Grande do Sul, onde há 506 crianças para serem adotadas e mais de 3 mil pessoas na fila.

[+] Envie comentários: Você, gay, quais exigências faria ao adotar uma criança?

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